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Blair quer agilizar deportação de quem incitar extremismo

O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, disse nesta sexta-feira que quer que os poderes do Ministério do Interior sejam ampliados a fim de permitir que estrangeiros que incitem atos extremistas sejam deportados ou excluídos da Grã-Bretanha.
Em uma coletiva, Blair disse que os novos motivos para deportação vão incluir “a disseminação do ódio, a defesa da violência para avançar as crenças de uma pessoa ou a justificação ou a validação de tal violência”.

Pelas regras de funcionamento do governo britânico, as propostas precisam ser apreciadas e aprovadas pelo Legislativo, mas Blair disse que elas estarão sujeitas a um curto período de consultas, apenas um mês, e que o Parlamento pode ser chamado em setembro a sair do recesso para votar o plano.

Blair disse ainda que o governo britânico pretende elaborar uma lista de páginas na internet, livrarias e organizações extremistas. A idéia é que, se uma pessoa estiver associada a algum desses itens da lista, ela também poderá ser expulsa do país.

Garantias

O premiê afirmou que o governo britânico vai buscar garantias de países para onde alguém for deportado de que essas pessoas não serão maltratadas uma vez que cheguem lá.

Para garantir que essas pessoas sejam deportadas, Blair disse que pode até mesmo mudar o Ato de Direitos Humanos, que incorpora na legislação britânica a convenção da União Européia nesta área.

Além disso, o governo estuda criar poderes para retirar a cidadania britânica de pessoas que vêm morar na Grã-Bretanha e acabam criando ligações com o terrorismo.

“Ninguém duvide que as regras do jogo estão mudando”, afirmou Blair.

Ele disse que a “boa natureza” e a “tolerância” do povo britânico foram “abusadas” por uma pequena minoria fanática.

“Contraproducente”

Um grupo de defesa dos direitos humanos expressou preocupação com as propostas, dizendo que elas ameaçam os direitos dos britânicos.

A ONG Liberty afirmou que os planos anunciados por Blair afetam direitos humanos básicos dos britânicos. Além disso, para o grupo, os planos ameaçam a unidade nacional da Grã-Bretanha.

“Ele (Blair) está falando ativamente em deportar pessoas para enfrentar tortura pelo mundo”, disse Shami Chakrabarti, diretor da Liberty.

“Isso é completamente inaceitável e joga a favor dos terroristas.”

Blair também anunciou que serão proibidas na Grã-Bretanha as atividades de duas organizações, a Hizb-ut-Tahrir e a Al-Muhajiron, acusadas de estarem associadas a práticas extremistas.

Um representante da Hizb-ut-Tahrir, Imran Waheed, disse que seu grupo não é violento e que vai lutar contra qualquer tentativa de sua proibição.

Espera-se que líderes muçulmanos moderados da Grã-Bretanha se mostrem contrários à extinção do grupo, e o Conselho Muçulmano do país qualificou a medida de “contraproducente”.

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