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Bebel Gilberto lança novo disco de remixes nos EUA

Bebel Gilberto volta esta semana ao mercado americano com um disco de remixes de seu segundo álbum, Bebel Gilberto, de 2003. Com novas versões feitas por nomes como Thievery Corporation, DJ Spinna e Latin Project, o trabalho privilegia a desconstrução das faixas originais, em vez de apenas apostar na fórmula de adicionar beats dançantes.
O selo Ziriguiboom também acaba de lançar no mercado internacional discos do grupo euro-brasileiro Zuco 103, do pernambucano DJ Dolores e do carioca Celso Fonseca.

Vários selos e gravadoras de diversos tamanhos têm lançado trabalhos de música brasileira no mercado internacional, mas a Ziriguiboom, criada em 2000 pelo produtor Béco Dranoff em parceria com o selo belga Crammed (e distribuído nos Estados Unidos pela Six Degrees), tem se destacado ao fugir do óbvio. Em vez de relançamentos ou nomes consagrados, o selo já lançou a cantora paulista radicada em Londres Cibelle e o falecido produtor Suba (iugoslavo que morava em São Paulo), entre outros.

Bebel Gilberto é o carro-chefe da Ziriguiboom, com o álbum de estréia, Tanto Tempo tendo virado um fenômeno da cultura pop internacional. Agora, pela segunda vez, as músicas da cantora ganham um álbum só de remixes (algo raro para artistas brasileiros). O resultado é um ótimo disco de versões alternativas às originais. Algumas ganham mais suingue, outras ficam mais etéreas ou têm versões mais apropriadas para as pistas.

Um dos méritos da coleção é a diversidade de produtores escolhidos para os 13 remixes. A série de nomes em ascensão inclui Tom Middleton, Guy Sigsworth e Telefon Tel Aviv – pouco conhecidos no Brasil, mas com créditos que vão de Madonna e Björk a Nine Inch Nails e Yoko Ono. Também está incluída uma versão de Everyday You’ve Been Away feita pelo Monoaural, dos cariocas Berna Ceppas e Kassim. A tiragem inicial de Bebel Gilberto Remixed vem com um CD bônus com mais seis faixas.

Outro lançamento da Ziriguiboom é o terceiro disco do Zuco 103, trio baseado em Amsterdã, formado pela cantora brasileira Lilian Vieira, o tecladista alemão Stefan Shmidt e o baterista holandês Stefan Kruger. Whaa! mistura elementos de samba, electronica e dub, graças à participação do lendário Lee “Scratch” Perry nas faixas Love Is Queen Omega e It’s a Woman’s World.

As faixas do álbum inovam ao explorar novas fronteiras e fugir do chamado “brasilectro”, a mistura de elementos brasileiros com a electronica, que fez bastante sucesso no início do novo milênio. O grupo, muito bem-sucedido na Europa, continua inédito no Brasil.

Um dos lançamentos imperdíveis da Ziriguiboom é o disco Aparelhagem, do DJ Dolores (nome artístico do produtor Hélder Aragão), que começa em poucos dias uma longa turnê européia que inclui até uma aparição no importante festival inglês de Glastonbury. O trabalho, um mix de mangue beat alucinado com big band, rock e eletrônica, foi lançado no Brasil pelo selo do próprio Dolores, Azougue, distribuído pela Trama.

Rive Gauche Rio, de Celso Fonseca, é outro disco que está tendo lançamento internacional antes de estar disponível em versão nacional. O álbum traz dez faixas compostas por ele e três colaborações, incluindo Don de Fluir, com Jorge Drexler, o uruguaio que ganhou o Oscar de melhor canção original por Al Otro Lado Del Río, tema de Diários da Motocicleta. Fonseca acaba de fazer uma turnê promocional pela Europa e pelo Japão.

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Gazeta Admininstrator
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