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Argentina aprova reforma da previdência em meio a protestos

Giuarda Nacional age durante votação da reforma na Argentina. Crédito da foto: Télam Carlos Brigo.

Na manhã desta terça-feira, 19, o congresso argentino aprovou a controversa reforma da previdência, mesmo com os violentos protestos no país acontecendo desde a última quinta-feira, 14, que chegou a ter greve nos transportes fechando aeroportos e estradas no país.

Osdeputados argentinos passaram a madrugada para votar o projeto e após 17 horas de sessão foram 128 votos a favor e 116 contra, além de duas abstenções. Durante a madrugada desta terça, houve novo confronto. Ainda pela manhã, manifestantes contrários à reforma permaneciam nas ruas.

Centenas de pessoas ficaram feridas durante os protestos que terminaram em confrontos em Buenos Aires. Na segunda-feira, a polícia disparou balas de borracha, gás lacrimogêneo e jatos de água e foi alvo de pedradas. Segundo o jornal “Clarín”, o confronto, que teve início por volta das 13h30, durou mais de duas horas naquele ponto e foi contida pela Guarda Nacional.

Os protestos deixaram ao menos 109 pessoas feridas, tanto civis como policiais, de acordo com um balanço divulgado pelo Sistema de Atenção Médica de Emergências de Buenos Aires. O jornal “La Nación” traz um balanço maior: 162 feridos (entre eles, 88 policiais). O Ministério de Segurança da Cidade informou que 60 pessoas foram detidas.

Em novembro, o Senado já havia aprovado o projeto, como esforço do presidente Mauricio Macri para reduzir o déficit fiscal e atrair investimentos. Ele muda a fórmula usada para calcular os benefícios atrelando-os aos preços ao consumidor em um momento de expectativa de inflação mais baixa.

A reforma impacta a receita de cerca de 17 milhões de aposentados, pobres e deficientes, entre outros, em uma população de 42 milhões, segundo o “Clarín”. Parlamentares da oposição e os sindicatos criticam as medidas, que afirma que ela prejudicará os aposentados.

Entre os principais pontos da reforma proposta pelo governo estão a alteração na fórmula de ajuste que passaria a ser determinada por um composto de 70% da taxa de inflação e 30% da variação no salário médio dos trabalhadores estáveis.

Outro ponto determina que mulheres com 60 anos de idade e homens com 65 anos e, em ambos os casos, um mínimo de 30 anos de contribuições, podem optar por prolongar a vida ativa até 70 anos.

Com informações do Clarin e Reuters.

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