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Antônio Neto, um brasileiro em lugar estratégico

Por: Atilano Muradas

Está provado, cientificamente, que pacientes, em hospitais, com acompa-nhamento espiritual e psicológico têm muito mais chances de vencer a enfermidade. Por isso, muitos hospitais têm investido em ter profissionais nestas áreas no seu corpo de funcionários. Uma barreira encontrada pelos pacientes brasileiros, quando adentram hospitais nos Estados Unidos, é o idioma. Quase nenhum capelão americano fala português.

Antônio Neto, 54, casado, dois filhos, é mineiro criado no Rio de Janeiro, e mora há 7 anos nos Estados Unidos. Há um ano ele trabalha no North Broward Medical Center, na Sample Road, como capelão voluntário. Dentro do hospital ele tem a incumbência de prestar auxílio às pessoas que falam português. Sempre que algum brasileiro é internado, Antônio é informado pelos próprios funcionários do hospital. Isso só acontece porque ele obteve uma significativa conquista junto à administração do hospital.

Por solicitação sua e, com o apoio do também brasileiro Ronaldo Montman, Diretor de Informática do hospital, o cadastro geral que a pessoa preenche ao dar entrada no hospital foi modificado. Antônio conseguiu incluir nesse cadastro a pergunta “Qual língua o paciente fala”. Sendo assim, quando se sabe que o paciente fala português, imediatamente os funcionários informam Antônio Neto. “Apesar do meu foco ser os brasileiros, eventualmente, presto assistência a algum hispano devido à proximidade da língua e da cultura”, explicou.

Por já atuar na área de capelania a quase trinta anos, Antônio Neto fez uma aplicação para trabalhar no North Broward Medical Center e foi aceito depois de exames médicos e entrevista. Ele tem sido pessoa estratégica dentro do hospital, acompanhando muitos brasileiros em tratamento médico, prestando-lhes auxílio espiritual e social. “Nosso principal papel é prestar o auxílio espiritual, contudo, esse apoio tem seus desdobramentos. Conseguimos cestas básicas, transporte, etc”, conta o capelão.

No caso de Creuzenir, a moça que estava na cama há seis meses e precisava voltar ao Brasil, a participação de Antônio Neto foi decisiva. Em todo tempo, ele auxiliou a mãe, Maria Lúcia, tanto na parte espiritual quanto material, conseguindo dinheiro, comida, roupas, pessoas para substituí-la no hospital enquanto tinha que sair, além de ter participado efetivamente na campanha para levá-la ao Brasil.

Antônio Neto é diácono da Primeira Igreja Batista do Sul da Flórida (PIBBSF), o principal suporte ao seu trabalho. Além de possuir suprimentos destinados a esse tipo de atividade, a PIBBSF estará promovendo, no mês de agosto, um curso de capelania hospitalar. O curso será ministrado pelo mestre e doutor em capelania, James Moon, que morou vários anos no Brasil e fala português fluentemente. “A idéia é preparar pessoas para dar assistência em hospitais. As trinta vagas do curso já estão completas, mas quem desejar obter mais informações, pode me ligar. Pretendemos ter outros cursos como esse, em breve”, disse Antônio Neto que é formado em Teologia e especializado em capelania.

Um caso dramático, também acompa-nhado por Antônio Neto, foi o da brasileira Eliane Moreira de Oliveira, que tinha Leucemia e que, infelizmente, faleceu em março deste ano. Por longos meses, ela e a família foram assistidas por Neto. O marido de Eliane, o valadarense Júlio Carvalho, 43, confirma a atuação do capelão no caso da sua esposa. “Durante o período em que Eliane esteve no hospital, o Neto foi uma pessoa importante para nós. Ele nos deu amizade, amor, apoio moral, e até financeiro. Ele é uma pessoa que representa muito bem a comunidade brasileira dentro daquele hospital. Mesmo quando Eliane foi para o hospital em Tampa, o Neto continuou a nos ligar, se colocando à disposição para nos ajudar”, expressou-se.

Quem desejar contatar-se com o Capelão Antônio Neto ligue 561-305-7357 ou mande um e-mail (anetolima@hotmail.com).

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