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Anistia defende relatório que chamou Guantánamo de

A Anistia Internacional reafirmou na quinta-feira sua descrição da prisão de Guantánamo como um “gulag” e pediu aos Estados Unidos que autorizem investigações independentes sobre as acusações de torturas contra suspeitos de terrorismo.

A Anistia e o governo norte-americano travam desde a semana passada um duelo verbal por causa de um relatório da entidade de defesa dos direitos humanos que comparou a situação da base naval encravada em Cuba ao brutal sistema soviético de campos de trabalhos forçados, os “gulags”, onde milhões de prisioneiros morreram.

O presidente George W. Bush chamou de “absurdo” o relatório da Anistia, que também responsabilizou os EUA por uma onda global de violações aos direitos humanos. O secretário de Defesa Donald Rumsfeld qualificou de “repreensível” essa descrição.

“A reação do governo foi dizer que nosso relatório é absurdo, que nossas acusações não têm fundamento, e nossa resposta é muito simples: se é assim, abram esses centros de detenção, permitam-nos que nós e outros os visitemos”, disse a secretária-geral da Anistia, Irene Kahn, em entrevista coletiva em Tóquio. “Transparência é o melhor antídoto contra a desinformação e os fatos incorretos.”

Os Estados Unidos mantêm cerca de 520 homens em Guantánamo, sem os direitos previstos nas convenções internacionais sobre presos de guerra. Muitos estão lá há mais de três anos sem receberem acusações formais.

Para alguns, o uso do forte termo “gulag” levou o debate para o campo da semântica e acabou desviando a atenção do problema dos centros de detenção. Kahn discorda disso.

“O que queríamos era enviar uma forte mensagem de que este tipo de rede de centros de detenção criada como parte desta guerra ao terrorismo está na verdade prejudicando os direitos humanos de forma dramática, o que só pode evocar algumas das piores características de escândalos de direitos humanos do passado”, afirmou ela.

A diretora da Anistia está no Japão para encontros com autoridades. Ela disse que, se quer uma vaga permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), Tóquio tem de assumir um papel maior na defesa dos direitos humanos dentro e fora do país.

Ela pediu ao governo japonês que elimine a pena de morte, melhore o tratamento a presos, reveja sua postura rígida para com refugiados — só 15 deles foram aceitos no ano passado — e se empenhe em prevenir o tráfico humano.

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Gazeta Admininstrator
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