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Americanos pedem fechamento da fronteira com o México

Os manifestantes, reunidos na cidade fronteiriça de Naco, gritavam palavras de ordem como “Os ilegais são criminosos”, “Bush, feche as fronteiras” e “Protejam nossa soberania”.
Bryan Barton, um dos organizadores do protesto em frente ao posto de controle fronteiriço, disse à EFE que “não se trata de má vontade com os imigrantes, mas o país não pode continuar absorvendo-os”.

Barton, que pretende se candidatar ao Congresso pelo distrito de San Diego (Califórnia) em 2006, assegurou que as patrulhas realizadas pelos voluntários “mostram que qualquer um pode fechar a fronteira”.

Cansados de esperar que o governo solucione o problema, os voluntários do Projeto Minuteman começarão suas patrulhas no sudeste do Arizona, apoiados de aviões não tripulados e equipamentos de comunicação, para delatar os imigrantes.

Os ativistas, frustrados pela fragilidade da fronteira, asseguram que o cruzamento de pessoas sem documentos procendentes do México é um crime, no qual não adiantam as explicações sobre as dimensões humana e econômica da imigração ilegal.

No entanto, reconhecem tratar-se de uma responsabilidade compartilhada, uma vez que, segundo seus líderes Chris Simcox e Jim Gilchrist, os empresários dos EUA continuam contratando mão-de-obra barata do México, enquanto a economia mexicana se beneficia das milionárias remessas enviadas por seus emigrantes.

Um estudo da empresa de investimentos bancárias Bear, Stearns and Co., publicado em janeiro, assinalou que a economia americana “simplesmente está viciada” na mão-de-obra barata.

A imigração ilegal, em outras palavras, foi a resposta dos EUA à concorrência enfrentada “pelas forças da mão-de-obra barata na Ásia e América Latina”, concluiu o estudo.

Essa conclusão se soma à frustração das comunidades fronteiriças porque o governo federal não ajuda muito com as despesas sociais geradas pelos imigrantes ilegais.

Por isso, os líderes do Projeto Minuteman e grupos afins insistem em atacar o problema em questão pela raiz.

Isso significa atacar por um lado a demanda nos EUA – cumprindo as sanções contra os que contratam esses imigrantes -, e, por outro, pressionar o México para que crie incentivos para dissuadir o êxodo de seus habitantes.

No entanto, diante da brecha econômica existente entre ambos os sócios do Tratado de Livre Comércio da América do Norte, criado precisamente para promover o desenvolvimento, muitos acreditam ser difícil uma solução viável a longo prazo.

Calcula-se que pouco mais de um milhão de pessoas tentam atravessar para os EUA de forma ilegal todo ano, e os ativistas exigem que Washington regule os “buracos” na fronteira, recorrendo, se necessário, à militarização.

Um porta-voz da Patrulha Fronteiriça, Lou Maheda, disse no sábado à EFE que “continuam detendo imigrantes ilegais na fronteira”, mas que “não estão capacitados para brigar com os perigos da região”.

Os voluntários do Projeto Minuteman repercutiram as reivindicações de alguns conservadores, como os representantes republicanos James Sensenbrenner e Tom Tancredo, de que os terroristas aproveitarão o caos na fronteira e entrarão por lugares menos protegidos no Arizona, Texas e Califórnia.

A quantidade e qualidade da vigilância na fronteira varia segundo a zona – incluindo mais de 200 sistemas de vigilância com câmeras de vídeo e infravermelhos montados em imponentes torres.

Contra x Pró

Enquanto dezenas de ativistas apostados no coração de Tombstone (Arizona) exigiram mão firme contra os imigrantes irregulares nos Estados Unidos, outros grupos pró-imigrantes pediram a pronta legalização deles.

Com cartazes vistosos, os manifestantes de um e outro lado do debate migratório competiam para chamar a atenção das dezenas de jornalistas no local.

Os protestos simultâneos contra o popular edifício Schiefflin, em pleno centro turístico, serviram de ilustração para o intenso debate político sobre como frear a passagem de imigrantes indocumentados ou promover sua permanência legal nos Estados Unidos.

Jane Jason e Héctor Suárez, ambos também de Tucson, criticaram a presença dos voluntários e argumentaram com seus cartazes que “nenhum ser humano é ilegal” e que “as fronteiras só servem de prisões”.

Beth Sanders, da União de Liberdades Civis dos EUA, disse à EFE que durante todo o mês de abril pouco mais de cem “observadores” estarão “vigiando de perto as ações dos militantes, porque não queremos que os direitos de ninguém sejam atropelados”.

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Gazeta Admininstrator
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