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Alto estresse diário reduz risco de câncer de mama, diz estudo

Altos níveis de estresse podem diminuir os riscos de câncer de mama em mulheres, segundo cientistas da Dinamarca.
Os resultados desse estudo contradizem pesquisas anteriores indicando que o estresse dobra esse tipo de risco.

De acordo com os pesquisadores dinamarqueses, doses regulares de estresse podem fazer bem, mas um surto agudo e curto de estresse por causa de um evento na vida, como luto, faz mal.

A pesquisa foi publicada no British Medical Journal e é baseada em pesquisa feita com mais de 7 mil mulheres na Dinamarca, entre 1981 e 1983.

Segundo especialistas, a pesquisa não esclareceu se o estresse é ou não um fator importante entre os riscos de câncer de mama.

Hormônio

No início do estudo, os pesquisadores perguntaram às mulheres sobre os níveis de estresse que elas tinham rotineiramente em sua vida, classificando os resultados como baixo, médio e elevado.

O estresse foi definido como tensão, nervosismo, impaciência, ansiedade ou falta de sono.

Os pesquisadores investigaram a situação dessas mulheres 18 anos depois e constataram que 251 delas tinham contraído câncer de mama.

Os autores do estudo constataram que as mulheres que tinham informado ter altos níveis de estresse tinham 40% menos probabilidades de desenvolver a doença do que aquelas com baixo nível de estresse.

Para cada aumento no nível de estresse, em uma escala de seis níveis, as mulheres tinham 8% menos chances de ter a enfermidade.

Mais pesquisa

A médica Naja Nielsen e seus colegas sugerem que uma das explicações para isso pode ser que níveis sustentados de estresse elevado podem afetar níveis do hormônio feminino estrogênio, o que, com o tempo, pode ter influência no surgimento de câncer de mama.

No entanto, eles alertam para o fato de que essa teoria não foi comprovada e que, até agora, as pesquisas nessa área têm se restringido a animais.

Eles também alertam que mudanças no equilíbrio hormonal provocadas por estresse pode ter influência no surgimento de outras doenças, especialmente as cardíacas.

Uma pesquisa publicada no mesma jornal especializado em 2002 pela organização Cancer Research UK dizia que o estresse emocional não aumenta as chances de reincidência de câncer de mama depois de tratamento.

Para a médica Emma Pennery, da organização Breast Cancer Care, em conversas com mulheres conclui-se que muitas delas acreditam que o estresse é um fator que contribui para o câncer de mama.

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Gazeta Admininstrator
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