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Plano do Congresso promete salvar futuro dos “dreamers”

  • “Voltamos a sonhar”, afirma jovem brasileira beneficiada pelo DACA.

A paraense Emilly de Souza, 21 anos, é uma das beneficadas pelo DACA.

A administração Trump admite negociar com o Congresso uma lei de imigração permanente aos jovens imigrantes indocumentados que vivem legalmente nos Estados Unidos sob o programa Deferred Action for Childhood Arrivals, o DACA, com o objetivo de encontrar uma resolução permanente a esses jovens que pode incluir, inclusive, a cidadania americana.

Uma reunião bipartidária entre o presidente Donald Trump e os membros do Congresso na terça-feira , 9, deu uma ideia de que as negociações sobre o futuro do DACA estão caminhando. Dentre as três opções consideradas pelo Congresso estão a residência permanente, a residência por um certo período de tempo sujeita a renovação – e a cidadania, afirmou Kirstjen Nielsen, atual secretária de Segurança Interna.

Para a advogada de imigração, Ingrid Domingues, esse tipo de reunião entre o presidente e o Congresso não é muito comum e indica que o presidente está disposto a resolver e dar um novo rumo ao programa. “Agora resta ver no que vai dar essa negociação porque tem outros pontos cruciais no meio disso tudo como a migração em cadeia, o sistema de loteria de vistos, além do muro”, ponderou.

Bloqueio
O juiz federal, William Alsup, de São Francisco, bloqueou ainda na noite de terça-feira, 9, o fim do programa anunciado no ano passado pelo presidente e que causou revolta pelo país. O magistrado ordenou ao Poder Executivo “manter o programa Daca a nível nacional nos mesmo termos e condições que tinha antes de ser suprimido em 5 de setembro de 2017”. Para o juiz, o argumento do Departamento de Justiça para eliminar o plano tem uma premissa legal com falhas, apontando que é ilegal a revogação. Em resposta à decisão do juiz, o Departamento de Justiça disse que continuará a defender a posição da Casa Branca contra o programa.

Brasileiros comemoram propostado Congresso
Segundo dados do U.S. Citizenship and Immigration Services de setembro de 2017, o número aproximado de brasileiros ativos no DACA era 5,780.
A paraense Emilly de Souza, 21 anos, mora nos EUA há 17 anos e está inscrita no DACA há quase 5. Para a jovem brasileira que está no segundo ano do curso de Criminal Justice na Banker Hill Community College em Charlestown (MA) e trabalha como baby-sitter graças ao programa, o fim dele seria um pesadelo e as últimas notícias alimentam a esperança.

“Voltamos a sonhar. Ainda é muito assustadora essa situação porque precisamos trabalhar e ir pra escola e não sabemos até quando poderemos. A gente vive aqui há anos e tem toda uma vida formada, planos e sonhos”, afirma.

O DACA em números
Em 31 de março de 2017, cerca de 800 mil jovens viviam sob o programa, de acordo com as estimativas oficiais. Pelo menos 200 mil delas obtiveram o DACA entre outubro de 2015 e setembro de 2016 pela primeira vez ou por renovação.

Segundo estimativa do serviço de imigração, a Flórida autorizou cerca de 32.795 pedidos de jovens no DACA. O estado com maior número de “dreamers” é a Califórnia, com 222.795 jovens e em Nova York são 41.970.

As organizações Center for American Progress e FWD estimam que 1,4 mil beneficiários do programa perderão diariamente a sua autorização legal para trabalhar a partir do momento em que as autoridades migratórias deixem de aceitar novas solicitações para o Daca.

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Arlaine Castro
Arlaine Castro
Arlaine Castro Mineira, formada em Comunicação Social - Jornalismo pelo Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (UNILESTEMG). Traz em seu currículo experiências como assessora de comunicação, escritora, revisora e organizadora do livro Eta Babilônia. Atualmente é repórter do Gazeta News.
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