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Advogados pedem adiamento de processo do vôo 1907

Os advogados de um grupo de 37 parentes das vítimas do acidente com o Boeing da Gol, ocorrido em 29 de setembro de 2006, pediram o adiamento da decisão do juiz da Corte de Nova York sobre o foro mais adequado para o julgamento de indenizações às famílias. O documento foi protocolado pelos advogados do escritório norte-americano Lieff Cabraser Heimann & Bernstein, sócios do advogado carioca Leonardo Amarante no Brasil.

“Entramos com esse pedido por conta da existência de outros processos sobre o mesmo caso protocolados em dois estados americanos. De qualquer forma, acreditamos que a Corte que será aprovada será a de Nova York. A decisão do juiz seria divulgada no dia 26 de abril. Ele vai definir se o processo vai permanecer nos Estados Unidos”, disse Amarante.

Ele acredita que essa prorrogação seja positiva para o fechamento de um possível acordo com os réus do processo. “Há uma composição feita com representantes da ExcelAire (dona do jato Legacy que se chocou com o Boeing da Gol), a Honeywell (fabricante do TCAS, equipamento que sinaliza rota de colisão entre aeronaves) e com a própria Gol”, disse o advogado carioca.

No Brasil, segundo Amarante, duas famílias fizeram acordos de indenização com a Gol, e isso pode atrapalhar as demais famílias de vítimas do acidente. “Se houver, realmente, uma necessidade de subsistência de algumas famílias, elas devem pedir a antecipação de tutela, que é o pagamento de uma pensão mensal para poder sobreviver.”

O advogado acredita que essas medidas, no entanto, podem fortalecer os réus, que preferem que os processos não sejam encaminhados na Justiça dos Estados Unidos. “Quem puder esperar, é melhor. Quando se entra com um processo desse tipo no Brasil, o juiz pode entender que não seja necessário o processo seguir nos Estados Unidos. Isso pode ser contrário aos interesses das famílias”, disse Amarante.

Outras ações
Em novembro de 2006, outro escritório de advogados norte-americanos, que também representam outras famílias de vítimas do acidente da Gol, entrou com ação na Corte de Chicago, nos Estados Unidos, contra a ExcelAire, a Honeywell e a Boeing.

Um terceiro processo, também representado por advogados norte-americanos estava em estudo até a noite desta quarta-feira (28).

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