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ABI-Inter se prepara para a integração da mídia brasileira no mundo

Por: Letícia Kfuri.
Lançada oficialmente durante a última edição do Congresso Internacional de Comunicação Brasileira, a Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter)começa a dar os primeiros passos em direção à sua consolidação.

A próxima reunião da ABI-Inter acontecerá durante o Congresso, e estará voltada para temas ligados à etica e aproximação dos veículos de comunicação brasileiros em todo o mundo. O Gazeta entrevistou com exclusividade o presidente interino da entidade, jornalista Roberto Lima. Confira:

Gazeta – Qual é o papel da imprensa em comunidades de imigrantes?
Roberto Lima- Além do papel informativo, nossos veículos servem como uma espécie de elo de ligação entre as comunidades brasileiras de diferentes regiões.
Muito do desenvolvimento destas colônias se deve à existência deste canal de comunicação entre as pessoas de língua portuguesa no país.

Gazeta – Em que a imprensa voltada para imigrantes se diferencia do jornalismo comunitário no Brasil, e da chamada grande imprensa no Brasil?
Roberto Lima- Em essência é a mesma coisa. Os veículos daqui surgem com aspirações e compromisso de informação ao público nas suas mais diferentes formas (escrita, falada, televisada e agora as chamadas “novas mídias”). Como a realidade daqui é diferente daquela vivida no Brasil, é natural que a execução deste processo construa uma rota própria e que, apesar de similar e de levar ao mesmo lugar, tenha nuances diferentes. O fato de não haver um órgão de regulamentação da profissão de jornalista entre nossos compatriotas também influi no desempenho dessa função e na forma com que se exerce esta profissão em nossas comunidades.

Gazeta – Qual é, na sua opinião, a grande discussão ética da imprensa brasileira fora do Brasil, atualmente?
Roberto Lima – Tudo, absolutamente tudo, precisa ser discutido. Temos muitos problemas e somente o diálogo levará à sua solução a curto ou longo prazo. O Congresso de Fort Lauderdale, semana que vem, é o fórum que nos permitirá iniciar essa discussão.

Gazeta – O que deve ser feito para que haja uma integração entre a ABI-Inter e as demais entidades de imprensa de outros países?
Roberto Lima- A ABI-Inter precisa, em primeiríssimo lugar, sair do papel para começar a exercer o papel de ponte entre os veículos brasileiros espalhados pelo mundo. O Congresso desta semana em Fort Lauderdale promete ser uma porta de entrada para um mundo absolutamente fascinante para todos nós envolvidas no processo. Filosoficamente falando, onde existir um veículo com sotaque brasileiro espalhado pelo mundo, existirá um pedaço significante da ABI-Inter.

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