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Aberta a temporada contra o fast-food

O documentário “Super size me: A dieta do palhaço”, do diretor Morgan Spurlock, foi uma crítica rasgada aos restaurantes de fast-food.

Durante um mês, o diretor se alimentou com o que há de pior para uma dieta equilibrada oferecido no cardápio do Mc Donald´s. Além de ter engordado mais de cinco quilos, seu fígado quase foi para o espaço. Apesar de o calor das discussões, a rede negou qualquer prejuízo causado pelo filme, embora ofereça, cada vez mais, opções menos nocivas à saúde no menu.

Na semana passada, o Príncipe Charles, da Inglaterra, sugeriu um boicote ao Mc Donald’s, em prol de uma alimentação mais saudável para as crianças. A onda de comportamento contra a alimentação repleta de gorduras, especialmente a trans fat, tem feito com que muitos restaurantes já coloquem em seus cardápios opções mais saudáveis de alimentação.

Seguindo a tendência mundial, o Brasil já oferece opções saudáveis nos cardápios de suas principais redes de fast-food como Mc Donald´s, Bob´s e KFC. Chás gelados, água de coco, saladas e frutas de boa qualidade podem ser consumidos na mesma mesa do que sanduíches que chegam a ter mais de 700 calorias.

No McDonald’s, a estimativa de venda de produtos mais saudáveis oferecidos pela rede era de 12% do faturamento total. Uma tendência em forte crescimento, já que em 2004 este segmento respondia por até 4% do faturamento da rede.

Em Nova York, a medida da prefeitura para banir a gordura trans da cidade, fez com que as redes de fast-food adaptassem seus cardápios e trocassem a forma de preparar alguns produtos. O plano apresentado pela prefeitura estabelece que nenhuma refeição pode ter mais de 0,5 grama de gordura trans por porção.

As gorduras trans, ou óleos parcialmente hidrogenados, são encontradas em fast-food, lanches industrializados e muitos alimentos fritos ou assados. Elas são mais perigosas para o coração do que as gorduras saturadas de origem animal. Essas gorduras entopem as artérias e o consumo diário de cinco gramas de gordura trans aumentaria em 25% o risco de ataque cardíaco.

Em 2005 um alerta foi feito por cientistas em estudo publicado na “New England Journal of Medicine”, uma das mais importantes revistas de ciência do mundo, colocou as duas maiores redes de fast-food na berlinda. De acordo com a publicação, as batatas fritas e os nuggets de frango servidos pelo McDonald’s e pelo o Kentuchy Fried Chicken (KFC) continham níveis muito altos de gordura trans.

Metade dos 43 lanches de tamanho grande testados no estudo tinha níveis elevados de gordura trans. O maior nível foi encontrado num lanche do KFC, na Hungria, que continha 25 gramas de gordura trans. Níveis bem acima do limite também foram detectados em lojas na Polônia (20 gramas) e no Peru (16 gramas).

O maior nível de gordura trans do McDonald’s foi encontrado numa loja de Nova York (10 gramas). Em contrapartida, a gordura não foi detectada em lojas de nenhuma das duas cadeias na Dinamarca, onde, por lei, o percentual de trans presente em alimentos não pode exceder os 2%.

Principal autor do estudo, Steen Stender, do Hospital Universitário de Copenhague, na Dinamarca, diz que o lado bom é que a gordura trans pode ser facilmente eliminada dos produtos. Na época, as redes anunciaram estar estudando mudanças no preparo dos alimentos, o que vem sido cumprido e praticado.

Num outro estudo publicado na mesma edição da “New England Journal of Medicine”, Walter Willett, da Escola de Saúde Pública de Harvard, diz que 228 mil ataques cardíacos poderiam ser evitados por ano nos EUA se a gordura fosse abolida.

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Gazeta Admininstrator
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