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A história americana contada por idéias e ideais.

Quando dois dos preeminentes museus da Instituição Smithsonian reabriram no sábado (01/7), depois de seis anos em reforma, os visitantes ficaram surpresos de saber que antes as coleções competiam entre si, com pouco mais em comum do que o prédio subjugado que as abrigava.

O American Art Museum e a National Portrait Gallery, inquilinos do venerado Escritório de Patentes dos EUA, agora compartilham um interior reformado com mais espaço de exibição, mais luz, arcos amplos e entradas comuns para suas interpretações intersecional da história americana.

“Os dois museus contam histórias dos EUA”, refletiu Elizabeth Broun, diretora do American Art Museum. “Um pelas lentes de biografias e indivíduos, outro pelas lentes das idéias. Quando as lentes convergem, eles nos ajudam a entender quem somos como povo”, concluiu Broun.

A reforma de US$ 300 milhões, patrocinada pelo Congresso e doações privadas, deixou os museus separados apenas no nome. Havia um excesso de escritórios e paredes que estreitava os espaços internos e foi removido, dando lugar a andares que levam os visitantes de um museu ao outro. No primeiro andar, por exemplo, o American Art Museum ocupa o lado oeste, e a Portrait Gallery, o leste. No segundo andar, eles trocam de posição.

Os dois colaboram para contar a história americana, um por meio de idéias, outro por ideais; um usa temáticas, o outro retratos; os dois celebram as forças e figuras complexas que formularam o país desde épocas pré-coloniais.

Há Charles Willson Peale, Gilbert Stuart e George Catlin; obras de Mathew Brady, Winslow Homer e Georgia O’Keeffe. As mostras principais contam com 1.800 peças. A maior parte já era do acervo, mas algumas recém foram adquiridas. Além da mostra principal outras 3.300 são apresentadas em novos espaços, com fileiras e fileiras de gabinetes de vidro nos andares superiores. Ao todo, há cinco vezes mais peças apresentadas do que antes, no prédio que é um dos mais antigos de Washington, fechado em 2000.

Cada museu tem seus astros. Na galeria, o retrato “Lansdowne”, de Stuart, mostra George Washington perto do fim do segundo mandato. A obra antes era emprestada por seu proprietário britânico, mas foi adquirida durante a reforma. A galeria presidencial também inclui a última fotografia conhecida de Abraham Lincoln, tirada apenas um mês antes de sua morte, e o abstrato de John F. Kennedy por Elaine de Kooning.

No American Art Museum, uma vista de Manhattan por O’Keeffe, pintada em 1932, inclui três rosas ao acaso, como se sugerisse o futuro. Outra obra proeminente é o gigantesco mural de Thomas Hart Benton, que curadores resgataram de um espaço mais obscuro no museu. Um recém adquirido mapa de néon dos EUA, por Nam June Paik, com sons e retratos emanando de cada um dos 50 Estados, recebeu sala própria.

E no momento em que o público pode se sentir seduzido pelos finalistas em uma competição da Portrait Gallery, que exigiu que o tema fosse alguém que o artista conhecesse, uma obra de Steve de Frank, de New Haven, sublinha a nova energia audaciosa do museu. Seu “Mom and Dad”, uma representação dos anos 60 de seus pais, feita com bulbos Lite-Brite pequenos e iluminados, mostra-os usando correntes de ouro, relógios, sorrisos e bronzeados.

A galeria presidencial oferece muito em termos de contraste. De um lado, está o George Bush mais velho, formal e presidencial. Do outro, está um Bill Clinton com o dobro do tamanho, parecendo um pouco libertino. “As pessoas lêem o tamanho como importância”, disse Marc Pachter, diretor da galeria. “Mas é totalmente acidental.”

Terminais de computador fornecem dados de cada peça e biografias dos artistas. Os centros de conservação nos andares superiores são cercados de vidro, e os visitantes podem ver a equipe do museu tratar e preservar trabalhos para apresentações futuras ou armazenamento.

O prédio foi inaugurado em 1840, como Escritório de Patentes, mas serviu a outras necessidades – foi hospital na guerra civil e local do segundo baile de posse de Lincoln – antes de a Comissão Civil assumi-lo, em 1932. Trinta anos depois, foi declarado Patrimônio Histórico Nacional

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Gazeta Admininstrator
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