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8 passos para exercer o “good parenting”

Não há nada de mais precioso na vida dos pais do que seus filhos. Entretanto, esta é uma das relações mais desafiadoras possíveis. Cada adulto carrega consigo as falhas de seu passado, suas dores, decepções, conflitos não resolvidos com seus pais, como também seus sonhos, desejos e fantasias. Enquanto isso, os tempos mudam rapidamente, as crianças vivem entre o nosso passado e um futuro que nós ainda não compreendemos. E precisam de nós.

Como pais, nossa função é amparar, nutrir, proteger e educar. Educar significa orientar, ensinar, mostrar, apoiar, compreender, apontar, silenciar e falar. Tudo na hora e na medida certas. Educar é essencial para o desenvolvimento da criança, para sua inserção na sociedade, sua possibilidade de ser feliz, de se realizar, de criar um dia sua família e seu mundo. Educar é dar os instrumentos do viver. Somente os pais podem fazer isso. Não é a escola, não é a televisão, os videogames, os amigos. Esta é tarefa dos pais.

Para que a relação pais-filhos se realize com sucesso, apesar dos limites individuais inevitáveis, são necessárias algumas condições. Vejamos esses 8 passos.

1. Os pais precisam assumir seu lugar, que é o de comando. Na família há uma hierarquia, os pais estão “em cima”. São superiores não na essência, mas na função. Eles são os líderes.

2. Pais precisam ser respeitados. O respeito é algo que conquistamos numa relação. Portanto, cabe aos pais se fazerem respeitar, se colocarem na posição de pessoas de respeito, de valor, de consideração.

3. Pais precisam ser coerentes, à palavra deve seguir os fatos. Pais dão o exemplo. Mostram na vida real o que proclamam em palavras. Este, como sabemos, é o mais poderoso meio de ensino.

4. Pais precisam também ter conteúdo, algo para ensinar, para dar. Ou seja, ao se tratar de orientar sobre escolhas de vida, os pais devem ter refletido sobre o assunto. Quando querem educar, se supõe que estão passando adiante algo que eles pensaram antes, aprenderam, elaboraram e do qual extraíram uma lição.

5. Pais precisam passar tempo com seus filhos. Tempo: o máximo possível. Como todos sabemos, para conhecer alguém, é preciso passar um bom tempo com esta pessoa. O mesmo vale para os filhos. Só porque são filhos nossos, não quer dizer que os conhecemos. Somente passando tempo com eles é que poderemos desenvolver um vínculo de amor e intimidade.

6. Pais precisam se interessar pelo que o filho vive, sente, pensa. Isso significa querer ouvir o que pensam, suas histórias e seus dilemas sem julgar, sem antecipar, sem apressar, sem abafá-los. Aguentando o tranco caso a criança esteja sofrendo ou segurando o riso caso seu problema nos pareça bobo. Tudo o que acontece com a criança é importante – certamente o é para ela. Logo, prestando atenção nela e levando-a a sério, conquistamos o mesmo para nós: nos prestarão atenção e nos levarão a sério.

7. Pais precisam saber se questionar e querer se melhorar como pessoas e pais. Ninguém é perfeito e ninguém tem sempre razão. Crianças não são bobas. Melhor bancar um pai e uma mãe que está em processo de crescimento do que fingir que se está sempre certo. Pais em desenvolvimento assumidos estimulam o mesmo processo nos filhos. O forte é quem sabe se melhorar.

8. Pais precisam buscar sua própria felicidade. Pais felizes fazem filhos felizes. Pais mártires produzem filhos depressivos. Pais que se fingem felizes produzem filhos com sentimentos de culpa e desânimo diante da vida.

Ser pais: a mais difícil e importante tarefa da vida. Pais são os construtores do amanhã. Um mundo melhor depende de pais melhores.

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Adriana Tanese Nogueira
Adriana Tanese Nogueira
Ítalo-brasileira, psicanalista, life coach, filósofa, autora, educadora perinatal, fundadora da ONG Amigas do Parto, do Instituto Internacional Ser&Saber Consciente.com e do Consciousness Boca.com. Atua na área de life coaching, terapia transpessoal e regressão.
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