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3,1 milhão de americanos podem perder seus pais para a deportação

A ação do governo em combater a imigração ilegal nos Estados Unidos tem se intensificado nos últimos meses e espalhado o medo e a insegurança a milhares de crianças cidadãs americanas filhos de imigrantes indocumentados. Segundo o instituto Pew Hispanic Center, 3.1 milhões de pessoas, entre bebês e adolescentes vivem hoje sob a constante ameaça de perderem seus pais numa blitz similar a que ocorreu em no inicio do mês passado em New Bedford, naquela ocasião 110 crianças foram abandonadas em creches e aos cuidados de terceiros porque seus pais foram parar nos cárceres da imigração.

Em uma outra Blitz realizada pela ICE – Immigration and Customs Enforcement, na Terça-feira, 27, contra uma empresa de trabalho de serviços temporários em Baltimore, estado de Maryland, Jessica Guncay, 10 anos, cidadã americana, teve seus pais equatorianos detidos, eles entraram de forma ilegal nos Estados Unidos. Os pais de Jéssica, Jury Guncay, 45, Tapia Guncay foram detidos. O pai de Jéssica permanece sob custodia da ICE e sua mãe foi liberada por razões humanitárias, e tem que usar um bracelete eletrônico na altura da cintura que monitora seus movimentos, ela deverá ficar em prisão domiciliar parcial. As chances do casal vencer a luta contra a deportação são remotas.

Sob as leis atuais, um imigrante ilegal não poderá permanecer no país somente porque tem um filho cidadão americano, a permanência dos pais indocumentados pode ser permitida por razões extremamente excepcionais e que não se aplicaria no caso dos pais de Jéssica.
Neste caso a família Guncay vive um dilema que infelizmente é comum quando um dos cônjuges é imigrante ilegal e cai nas mãos da imigração. Ou a família se separa, deixando os filhos americanos nos Estados Unidos sob os cuidados de parentes para serem criados numa sociedade com melhores oportunidades, ou então retornam a seus paises de origem para recomeçarem suas vidas do mesmo ponto em que decidiram fugir de uma terra em que lhes negou as chances de sobreviver com dignidade.

Em Maryland, o pai de Jéssica recebia $11.25 por hora, com este rendimento ele pode providenciar para a filha um computador, modestos brinquedos e acesso à educação. Ha 14 anos quando deixou o Equador, Jury Guncay, mal podia pagar o aluguel de uma casa modesta e fazer frente às despesas familiares, lembra a esposa.

Caso seja deportado para o Equador por violar as leis migratórias americanas. Ele terá que viver num país que sofreu muitas transformações nestes últimos anos. E quando a vez da mãe de Jéssica, Tapia Guncay de enfrentar este mesmo destino, ela deverá fazer a escolha se leva a filha para um país de poucas oportunidades do qual Jéssica desconhece completamente, ou se separa da filha rompendo os laços familiares.

Para Mark Krikorian, diretor executivo do Centro para Estudos da Imigração, existem motivos para simpatizar com o drama vivído pela família de Jéssica, mas, ele lembra que este drama não é maior do que aquelas que vitimizam crianças pelos erros de seus pais. “Crianças recebem sim o pagamento pelos erros de seus pais, se eles fazem algo errado e vão para a cadeia, seus filhos sofrem”. “Se os pais perdem o emprego e não pagam as prestações do Mortgage, as crianças sofrem”, afirma. “O grande erro cometido pelos indocumentados, é acreditar que ter filhos neste país facilitará a obtenção de documentos, os filhos são americanos, mas os pais continuan sendo indocumentados”.

Estudantes pedem legalização para seus pais
Estudantes descendentes de latino-americanos fizeram um protesto no dia 30 do mês passado em Los Angeles reivindicando um programa de legalização para imigrantes que estão em situação irregular no país.
Aproximadamente 100 estudantes participaram da passeata em Los Angeles, eles foram seguidos por outros 100 em Sacramento, capital do Estado, e mais 50 na cidade de Oakland. “Se o governo não aprovar a lei, nós teremos que forçá-lo. Todo mundo é igual, não importa onde nasceu”, disse Roberto Vera, 14 anos, cidadão americano, durante a marcha.
Fonte: A Semana.

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Gazeta Admininstrator
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