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Cobrança de bagagens não reduziu preço de passagens aéreas

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A cobrança por bagagem não reduziu o valor das passagens aéreas. Foto: Pixabay.

As novas regras para a cobrança de bagagem nos voos nacionais e internacionais já entraram em vigor desde o fim de abril, mas os preços das passagens não baixaram conforme o prometido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear).

No último relatório da Anac, de 2016, o valor nominal das passagens cresceu 6,8% em relação ao anterior. O órgão diz que não regula diretamente os valores de preços, mas faz o “acompanhamento permanente das tarifas comercializadas em todas as linhas aéreas domésticas”.

Já os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam inflação das passagens no acumulado em 12 meses até junho, onde os bilhetes aéreos ficaram 21,26% mais caros, enquanto a inflação oficial foi de apenas 3,52%. E, na média global, o país não está no topo das passagens mais baratas.

Menos oferta, preço maior

A queda nos últimos anos na oferta de voos contribui para que o preço não caia tão facilmente, segundo as agências. As promoções diminuíram este ano. Conforme os dados da Anac, de janeiro a maio, a oferta caiu 2,9% e a demanda cresceu 2,2%. Até operadoras de programas de fidelidade sentem essa carestia das passagens, que acabam se refletindo nas milhas, cada vez mais inflacionadas.

As líderes nacionais, Gol e Latam, donas de mais de 70% do mercado doméstico, iniciaram cobrança de mala despachada há menos de duas semanas e já recebem críticas por manterem o mesmo número preço, apesar de anunciarem na época que teriam uma classe tarifária mais barata para os clientes que não despacharem bagagens.

Na Latam, para voos domésticos, a franquia passa a ser de uma única mala de até 23 kg. Atualmente, esse já é o peso permitido, mas não há limite de volumes despachados. Já a franquia para voos internacionais passa a ser de duas malas de 23 kg cada – e não mais as duas peças de 32 kg cada permitidas até então, uma redução de 29%. Segundo a empresa, o preço da primeira mala será de R$ 30 reais para compras antecipadas.

A Gol disponibilizou desde 20 de junho uma nova tarifa mais econômica, chamada Light, para quem não precisar despachar bagagens. Nos voos internacionais, o valor será equivalente a $10 dólares no autoatendimento e agências e $20 dólares no balcão.

O passageiro que comprar a passagem “Light” e decidir despachar uma bagagem, pagará R$30 reais por uma mala de até 23 kg nos canais de autoatendimento e nas agências de viagens ou R$60 reais no balcão de check-in.

De acordo com a Azul, seguindo as práticas internacionais de mercado, o volume de bagagem despachada para voos com destino aos EUA e Europa também passa a ser diferente. Os portadores de bilhetes das classes Econonomy e Economy Extra terão direito ao despacho de dois volumes de 23 quilos cada e, os clientes da Azul Business poderão despachar três volumes de 23 quilos cada.

Em alguns casos, a passagem, que deveria ser mais vantajosa para quem não pretende despachar a mala, ficou mais cara do que a anterior. Analistas orientam ainda que o melhor a se fazer é pesquisar antes de comprar e ler todas as regras envolvidas antes de adquirir o bilhete.

Com informações do Estado de Minas.

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