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Polícia identifica chefe do tráfico de armas de Miami para o Rio

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A polícia identificou o brasileiro apontado como chefe da quadrilha que enviou 60 fuzis de Miami para o Rio. Frederick Barbieri, de 46 anos, mora em Miami desde 2010, quando começou a ser procurado pela polícia brasileira, e está na lista da Interpol desde então acusado de tráfico de armas.

Há um mandado de prisão em nome de Barbieri expedido pela Justiça Federal na Bahia, por contrabando e tráfico de armas, segundo a polícia.

Barbieri tem residência permanente nos Estados Unidos e, segundo investigação, vinha levando uma vida de luxo em Miami. Só com o último carregamento descoberto na quinta-feira, 1, ele lucraria em torno de R$ 3,5 milhões. Proprietário de empresas de importação e exportação, que, de acordo com investigadores, já enviou pelo menos 30 carregamentos de armas para traficantes brasileiros, de Miami para o Rio.

O armamento, que estava escondido dentro de aquecedores de piscina, foi comprado legalmente nos Estados Unidos, e o preço pago em cada fuzil variou entre $ 1,8 mil e $ 2,5 mil. No Rio, cada um seria vendido por até R$ 70 mil.

Contrabando internacional

As investigações do esquema vêm sendo realizada há dois anos. Barbieri comprava as armas e as despachava para o Rio usando diferentes rotas. Como tinha mais gente envolvida, os comparsas realizavam a entrega das remessas de fuzis no Brasil sem que ele precisasse ir ao Brasil. Além de aquecedores de piscina, aparelhos de ar-condicionado teriam sido usados como “embalagens” para esconder as armas.

A carga era embarcada nos Estados Unidos e, quando chegava ao Brasil, um despachante do bando atuava para conseguir a liberação rápida da mercadoria. Um transportador pegava o armamento no Galeão-Tom Jobim e, do aeroporto, os fuzis seguiam para diversas comunidades da Região Metropolitana.

A polícia já identificou pelo menos 15 integrantes da quadrilha. Até ontem, quatro pessoas foram presas.
A Polícia Civil descobriu que as armas eram vendidas para três facções: dentro da quadrilha, havia um esquema de entrega das encomendas para cada uma delas. Os aquecedores de piscina com os fuzis estavam nos nomes das empresas importadoras L.B.S.N Gestão Corporativa Comex, com sede em Maceió; e Unio Comércio, Importação e Exportação Ltda, de São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

A Delegacia de Armas, Munições e Explosivos está tentando rastrear a origem dos fuzis. Peritos usaram produtos químicos para tentar identificar a numeração de cada fuzil, raspada antes da remessa.

Após a apreensão dos fuzis, a Polícia Federal e a Receita Federal admitiram que, devido ao grande volume de produtos que chega diariamente ao terminal de cargas do Galeão-Tom Jobim, não conseguem fazer a checagem de todas as mercadorias por meio de equipamentos como scanners.

Com informações de O Globo.

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