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Baleia Azul x Educação Digital

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Vários países estão sob alerta de um jogo de desafios que leva pessoas, especialmente jovens, à morte: o Baleia Azul!

Sem dúvida, esse jogo macabro requer uma boa atenção das autoridades, pois pessoas estão cometendo uma série de loucuras e se matando. Mas, também, é verdade que o uso descontrolado da conectividade está “matando” muita gente da vida real e aprisionando-as no mundo virtual doentio.

Outro dia nos encontramos com uma família de amigos, com a qual supostamente sairíamos para um jantar (interagir/conversar) e eles não desgrudaram do celular um minuto, com infinitos posts mostrando um jantar superagradável, só na mídia social! Pessoalmente, mal conversamos e quando falamos era sobre os benditos posts e mensagens do whatsapp. Se pais como esses não se tocam do mal que estão sofrendo, imagine se terão discernimento para orientar o filho deles de apenas cinco anos sobre como sobreviver ao vício da conexão ilimitada e do acesso a diversos conteúdos sem o controle responsável.

Para quem tem filhos que já acessam a internet, mesmos os pequenos bebês de um aninho de idade, que já sabem navegar nos tablets melhor do que muita gente grande, a supervisão dos pais é fundamental. O cuidado começa em casa, desde cedo, e entra principalmente na adolescência, colocando os limites do que acessar e por quanto tempo. Há tempo certo para que descubramos as coisas da vida e a internet antecipa uma infinidade de informações, de livre acesso para milhões de pessoas que não possuem maturidade e até mesmo sanidade mental para processá-las.

Não se trata só do conteúdo livre da internet (violência, pornografia, drogas, fanatismo, etc.) que representa perigo as cabecinhas em formação. Há vários jogos de videogame, no quais os jovens (em fase de formação de caráter) assumem a identidade de bandidos e são valorizados pelos crimes que cometem! Está certo isso? O que pode ser aproveitado na vida real de um jogo como esse?

É muito fácil transferir a culpa ou imputar a responsabilidade a outras pessoas, ao governo, as empresas que produzem os jogos, mas somos nós (pais, avós, tios, família e responsáveis em geral) que devemos acompanhar bem de perto todas as fases dos filhos, dar atenção, dar os limites mesmo que nos doa em alguns momentos e, principalmente, dar o exemplo.

Estar conectado é uma realidade recente da nossa sociedade, com seus milhares de benefícios e, ao mesmo tempo, com alguns dos cuidados para os quais estamos alertando. Faça uma autocrítica e reveja a sua relação com o mundo digital. Ao mesmo tempo faça o mesmo com seus filhos, antes que seja tarde demais!

Proponho criarmos um movimento internacional do “Golfinho Verde”, “Tubarão Rosa” ou qualquer outro nome, mas que tenha o propósito de ajudar as pessoas do mundo real que estão passando fome, as mulheres que estão sob maus tratos, das crianças vítimas de guerras, dos idosos sem lar, dos políticos ficha limpa e outros tantos movimentos virtuosos que poderiam engajar milhares de pessoas a tornarem o nosso mundo um lugar melhor para se viver.

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Igor Pipolo
Igor Pipolo
Igor M. Pipolo, ADS, ASE, é CEO da Nucleo, Inc e Diretor da SEKURA (EUA) e diretor do Departamento de Segurança da FIESP. Professor convidado da Universidad Pontificia Comillas de Madrid/Espanha. Sócio-fundador e ex-presidente da Associação Brasileira dos Profissionais de Segurança. Ex-presidente da American Society for Industrial Security.
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