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Casal catarinense cruza 12 países de carro até o Alasca

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PAra Luciene, enfrentar o frio de vários graus abaixo de zero foi o mais difícil da viagem. foto: arquivo pessoal.

O casal de fotógrafos catarinenses Walfredo Kuum, 61 anos, e Luciene Bittencourt, 58 anos, compartilham da paixão pela estrada e por novos lugares, tanto que se formaram em turismo e depois fizeram pós-graduação em fotografia, para juntar o sonho de conhecer novos lugares com o prazer de registrá-los.

Dentro desse propósito, surgiu o projeto da expedição fotográfica “Vamos Kumm Tudo” ao Alasca não teve um roteiro pré-definido e, segundo o casal, o custeio fica por conta dos trabalhos fotográficos que vão vendendo ao longo do caminho. Além disso, é claro, o casal juntou dinheiro para poder realizar mais esse sonho.

“Eu tinha o sonho de fazer essa viagem desde 1989”. Segundo a catarinense, para isso, era fundamental estar com boa saúde e foi assim que ela emagreceu 60 quilos. “O foco passou a ser essa viagem, então direcionamos nossa vida para que pudéssemos realizá-la”.

Nessa mais recente viagem, sem roteiro pré-definido, o casal saiu de Florianópolis no dia 27 de fevereiro de 2016 e chegou ao Alasca quase cinco meses depois, no dia 25 de julho. Na rota, passaram por diversos países como Peru, Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, Guatelama, México, Estados Unidos, Canadá e Alasca. Toda a travessia, segundo casal, foi tranquila. “Nós cruzamos todos os países sem problema nenhum, sem estresse, sem propina, fomos muito bem recebidos em todas as aduanas”.

Momentos marcantes

Passar tempo na estrada viajando e dormir tendo o céu como “teto” possibilita experimentar momentos únicos como um incrível por do sol e o nascer da lua na praia de Malibu, que segundo Luciene, foi um dos momentos mais marcantes da viagem.

Como a “Vamos Kumm Tudo” foi direcionada para registrar as semelhanças e diferenças culturais dos lugares por onde o casal passava, dos 12 países visitados, Luciene enfatiza a Nicarágua e Guatelama como países dotados de uma cultura muito interessante e bem preservada.

A parte mais complicada foi a estadia de 72 dias no Alasca. Quando saímos de lá, a temperatura estava menos 14 ºC. Como a gente dormia em barracas, quando acordávamos de manhã a barraca estava cheia de gelo por dentro. Ficava difícil trocar o pijama pela roupa normal. Foram cinco meses andando pelo frio no Norte dos Estados Unidos e meio-oeste do Alasca.

O registro da aurora boreal feito pelo casal no Alasca. Foto: arquivo pessoal.

Segundo a fotógrafa, a chegada ao círculo Ártico foi o momento que se deram conta da realização do sonho.” O que para muitos é apenas uma linha imaginária, para nós era a história de atravessar mais uma latitude cuja medida é 66,33”. O ponto mais ao norte da expedição foi em Prudhoe Bay, uma localidade no extremo-norte do Alasca.

“Assim que se cruza a fronteira, logo se quer ver as montanhas de gelo, mas as primeiras cidades não passam de cidades comuns americanas. Porém, ao ir adentrando o território, a gente vai sendo enfeitiçado pela magia do Alasca. São campos e montanhas fascinantes, e cada dia aprendemos algo novo. Nessa expedição, descobrimos que no Alasca um banho pode custar $35 dólares”.

O encontro com um dos fenômenos mais bonitos da natureza ocorreu em uma das noites mais lindas, conta a brasileira. A emoção por ficar cara a cara com a aurora boreal foi tanta que Luciene e Walfredo entraram em êxtase. “Não sabíamos se apertávamos o botão da máquina ou se simplesmente ficávamos admirando. A tão sonhada aurora boreal apareceu para nós numa das noites mais lindas, numa temperatura de 7 graus. Durante 17 dias pudemos fotografá-la. É um fenômeno maravilhoso!”, lembra ela, destacando também outro desejo realizado: ver ursos polares.

Um novo foco, um novo objetivo

Em outubro passado, o casal deixou o Alasca rumo à Flórida, onde chegou em fevereiro deste ano. Contando a viagem desde a saíde de Santa Catarina, foram 65 mil quilômetros rodados. Durante toda a viagem, Luciene e Walfredo faz da Land Rover sua moradia. “Temos uma barraca como teto. Dormimos em estacionamentos de lojas, supermercados, postos de gasolina, campings, praias”, conta a catarinense. De acordo com ela, a maneira simples como o casal leva a vida em um carro pode passar a ideia de que não se vive bem. “Mas como a gente tem um objetivo a cada dia, não importa que tenhamos que passar por algum sacrifício. Nossa meta é alcançar esse objetivo e aproveitar a vida”.

O casal de fotógrafos catarinenses Walfredo Kuum e Luciene Bittencourt estão em viagem desde 2016 com a expedição “Vamos Kumm Tudo”.

Apesar de não ter conforto nenhum, não ter banheiro, Luciene conta que as aventuras têm dado certo. “Somos muito felizes do jeito que estamos vivendo”, ressalta.

Sobre o planejamento e roteiro da viagem, Luciene conta que da primeira vez eles até tentaram seguir um planejamento, com dia e horário para estarem nos locais pré-determinados, mas isso não aconteceu por vários motivos e eles resolveram então não seguir um planejamento à risca dessa última vez. “A gente não sabe o dia de amanhã. Hoje estamos aqui curtindo o Epcot, em Orlando, mas amanhã podemos cair na estrada de novo”, relata ela, realizada.

Para acompanhar o trabalho do casal, acesse http://www.familiakumm.com.br/ ou o Facebook: /FamiliaKummAdventurePhotos

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Arlaine Castro
Arlaine Castro
Arlaine Castro Mineira, formada em Comunicação Social - Jornalismo pelo Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (UNILESTEMG). Traz em seu currículo experiências como assessora de comunicação, escritora, revisora e organizadora do livro Eta Babilônia. Atualmente é repórter do Gazeta News.
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