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Diabético pode comer carboidrato?

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É comum acharmos quem ache que diabético não pode comer carboidrato. Tanto a qualidade quanto a quantidade dos carboidratos consumidos são determinantes para as taxas glicêmicas (quantidade de açúcar no sangue) do indivíduo e eles não podem ser excluídos da dieta, pois são a nossa principal fonte de energia, especialmente para o cérebro.

Os carboidratos são encontrados de duas formas nos alimentos: a simples e a complexa. Basicamente, a principal diferença entre os tipos de carboidrato está no tempo decorrido entre a ingestão e a chegada da glicose ao sangue. Os carboidratos simples são aqueles que são constituídos de sacarose, lactose e frutose, não demanda processos digestivos e logo após sua ingestão há aumento na glicemia sanguínea. Os complexos (ricos em fibras, os chamados integrais) são constituídos principalmente de amido, e necessitam de um processo digestivo demorado e, por esse motivo, o aumento glicêmico é lento e gradual.

O pico insulínico é maléfico não apenas para quem já desenvolveu diabetes, mas também para pessoas saudáveis, pois o mesmo está associado ao desencadeamento de várias outras doenças, além da contribuição do aumento de gordura corporal.

Após comermos um alimento fonte de carboidrato e a glicose chegar ao sangue, sua entrada nas células é intermediada pela insulina (hormônio produzido pelo pâncreas). Quando a insulina é produzida normalmente, grandes refeições são compensadas com a alta produção hormonal, assim como o jejum é acompanhado da quase interrupção na produção. Se a pessoa é diabética, esses processos não ocorrem e é preciso intervenção por meio da administração externa de insulina (caso de diabete do tipo I – insulino dependente).

A recomendação diária de carboidrato complexo para diabéticos é de, em média, 50-55% das necessidades energéticas totais em carboidratos, uma porcentagem muito semelhante à recomendada aos não diabéticos (55-60%). O plano alimentar e a administração da insulina devem ser individualizados, pois é necessário saber qual é a sua necessidade calórica no dia e, então, distribui-la de acordo a sua rotina alimentar, com o devido balanceamento de macronutrientes (carboidrato, proteína e gordura).

O perigo nessa doença está no fato de que alguns pacientes não levam a sério sua condição, sendo assim, não se atentam a sua dieta no dia a dia, muito menos se atentam nos dias de festas, o que faz com que não tenham qualidade de vida e corram riscos. É preciso equilibrio, nem cortar o carboidrato da dieta nem exagerar na dose, sem ponderar sua qualidade.

Além da adequação da quantidade e qualidade de carboidrato na dieta do paciente, também é muito importante a prática regular de atividade física. Mude seus hábitos, não deixe que esta doença te vença! Programe seu celular nos horários das suas refeições, não saia de casa sem sua lancheirinha, pois depender da rua para comer nunca será uma ótima opção. Não ignore sua doença, trate-a, para que possa ter qualidade de vida! Busque ajuda profissional, não faça aquilo que ouviu falar que é bom.

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Poliane Novaes
Poliane Novaes
Poliane Novaes é nutricionista, formada pela Universidade São Judas Tadeu (SP), fitness nutrition coach pela NESTA - Accredited by NCCA/USA e educadora física (bacharel e licenciatura) pela Universidade Nove de Julho (SP). Paulista, atualmente vive em Hallandale Beach, na Flórida.
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