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Igor Pipolo: Usando o Uber

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uberAcabei de passar uma semana em São Paulo e praticamente utilizei os serviços do Uber todos os dias. Apenas nos casos onde o meu destino permitia acesso pelo corredor de ônibus e, por força de prazo, fiz o uso do táxi.

Dessa vez, aproveitei para conversar com vários motoristas e obter as impressões deles sobre tópicos importantes que afetam a segurança dos passageiros. Pude constatar que os protestos e confusões entre os prós e contra Uber acabaram quase que por completo. Acontecem pouquíssimos casos isolados que não chegam a causar grandes problemas para os passageiros, principalmente.

Quando se trata de segurança, a dica número 1 é: Atenção antes de entrar no Uber! Sempre confira se o veículo e a pessoa são os mesmos que aparecem no aplicativo do seu telefone. No caso de não serem os mesmos, não entre no veículo e faça uma denúncia no próprio app do Uber em seu celular. Na mais simples hipótese, pode acontecer que uma pessoa não credenciada esteja usando a autorização de outra para trabalhar e isso não é permitido pela empresa.

Outro erro comum que podemos incorrer com certa facilidade é entrar no veículo sem conferir nada (veículo e motorista), geralmente por estar distraído, desatento ou ao telefone. Considerando a violência nos grandes centros, podemos nos deparar com um criminoso que estava observando e percebeu que você estava num ponto à espera de algo e parou para você, que sem se dar conta, entrou no veículo achando que era o Uber que você tinha solicitado. Pode ser de um simples assalto ou até um sequestro.

No caso de ter deixado um pertence no Uber em que você estava, basta fazer contato com o Uber e ele localiza e recupera o bem esquecido, tudo isso através dos sistemas que eles possuem, sem que seja preciso o contato direto com o motorista. A minha dúvida era porque não contatamos o motorista após o término da viagem, mas fui surpreendido de maneira positiva com o argumento de um motorista que disse que o Uber faz questão de acompanhar tais casos para manter a qualidade do serviço e ter certeza que o bem foi devolvido. Caso haja o menor problema, o motorista pode ser descadastrado da plataforma sumariamente.

Umas das curiosidades que eu não sabia é que o Uber já tem mais de 30 mil carros cadastrados em São Paulo, lembrando que o número de táxis na cidade é em torno dos 35 mil. Outra novidade foi saber que o Uber obriga o motorista a fazer um seguro chamado APP (Acidentes Pessoais de Passageiros) para os casos de acidentes graves, onde os passageiros sejam vítimas.

Começo a ver que o atual modelo de táxi está com os dias contados! Outra prova disso foi que pelo menos três veículos que peguei eram de ex-motoristas de táxi que trabalhavam para empresas (táxi de frota) e pagavam uma diária de pelo menos R$ 150, mais o combustível e o custo de alimentação. A conta que eles fazem é de que se você não é dono do seu próprio táxi, trabalhando nesse esquema de frota precisará fazer no mínimo R$ 300 por dia para só então começar a ter algum lucro.

O mais legal de tudo é que o serviço tem a mesma boa qualidade no Brasil e nos EUA e que o app é o mesmo para ambos países. Você pode inclusive colocar um cartão de crédito de cada país e escolher com qual deseja pagar. Quanto a segurança, nunca é demais estar atento, tanto aqui e mais ainda lá.

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Igor Pipolo
Igor Pipolo
Igor M. Pipolo, ADS, ASE, é CEO da Nucleo, Inc e Diretor da SEKURA (EUA) e diretor do Departamento de Segurança da FIESP. Professor convidado da Universidad Pontificia Comillas de Madrid/Espanha. Sócio-fundador e ex-presidente da Associação Brasileira dos Profissionais de Segurança. Ex-presidente da American Society for Industrial Security.
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