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Comentando sobre rede docente

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Fernanda Sevarolli Creston Faria*

As experiências pedagógicas em sala de aula são sempre ricas e interessantes para professores veteranos e mesmo aqueles que estão começando sua carreira em uma escola, em aulas particulares, em redes de ensino, etc. Uma sequência didática diferenciada, uma dinâmica de grupo com maior intensidade na fala ou na escrita, uma atividade de impacto que comentamos e orientamos com sucesso, entre outras, são práticas pedagógicas de sucesso que surgem em todo momento. Contudo, apesar de muitas apresentarem impactos positivos para o processo de ensino e aprendizagem, seu compartilhamento entre a rede docente não é tão eficaz.

A classe de professores se mantém muito alheia e adversa aos trâmites da globalização de saber. Apesar de a internet ser fonte inesgotável de recebimento e divulgação de conteúdos e de haver algumas iniciativas de sucesso em blogs, sites e outras alternativas, sabemos que em muito as práticas docentes se mantêm restritas a seus criadores e direcionada a um pequeno grupo de alunos. Quando menciono a palavra alheia, demonstro que o professorado tem resistido em compartilhar suas experiências.

Devemos compreender que a palavra compartilhamento não significa a simples cópia de um processo ou prática, mas sim a realização deste em contextos diversos e que pode e deve ser feita de forma a criar novas expectativas e olhares.

A experiência docente é rica em detalhes e criação constantes, isso porque acontece com pessoas diferentes, ambientes diferentes e regiões diferentes. O professor, em muitos casos, consagra conceitos e conteúdos como únicos (conceito errôneo, em minha opinião). Na verdade, acredito que a maneira como são concebidos e repassados cria novas experiências, tanto para professor quanto aluno e, neste sentido, compartilhar os conhecimentos alcançados em sala de aula deve ser algo a ser criado e difundido na comunidade docente.

Acredito ainda que uma rede eficiente do saber possa permitir a troca de experiências e compartilhamento de ideias e práticas de sucesso.

Há várias iniciativas que divulgam ideias de professores, premiam suas práticas e as divulgam oportunamente, mas ainda são iniciativas incipientes e não organizadas. Há que se mencionar que o Brasil ainda é um país que não dimensiona e organiza com excelência seus dados de um modo geral e em se tratando de educação e prática docente não é diferente.

A organização dos dados para sua divulgação seria um grande passo em direção à criação de um espaço comum, onde os saberes se encontrassem e sua partilha fosse de real impacto e retorno tanto para a comunidade estudantil como para o comunidade docente como um todo.

É algo que deve ser pensado e difundido para que a culminância desta ação resulte em um banco de dados que corrobore diretamente para prática docente e a pesquisa que abarque esta realidade.

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*Graduada formada  em  Letras  (UFJF),  especialista  em  Práticas  de Letramento e Alfabetização (UFSJ), especialista em Planejamento, Implementação e Gestão da EAD (UFF) e mestre em Gestão  e Avaliação da  Educação  Pública  (CAED/UFJF).  Tutora  EAD  (Pedagogia/UAB/UFJF) e  Coordenadora  do  Curso  de Idiomas Veg –  Juiz de Fora/MG.

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A AOTP é uma entidade sem fins lucrativos e não governamental criada por professores da Flórida em 2007. Está comprometida em valorizar e promover o ensino da língua portuguesa, orientar professores estrangeiros no processo de habilitação para lecionar nos EUA, assim como proporcionar atualização e aperfeiçoamento profissional.Para ler mais sobre a American Organization of Teachers of Portuguese, acesse www.aotpsite.org. Contato: nossoidioma@gazetanews.com
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